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Fala, mestre!

O forró, dançado o ano inteiro e mais ainda nas festas juninas, é um dos ritmos ministrados por Saulo Rangel, que trabalha com dança de salão desde 1997 e coleciona participações em programas de TV

O professor e dançarino Saulo Rangel tem seu foco voltado para as danças de salão, desde 1997. Além do forró, mais em alta agora, no período de festas juninas, ele ministra aulas de arrocha, bachata, zouk, kizomba, bolero, arrocha, samba de gafieira, tango, soltinho, salsa, lambada, cha cha cha e valsa, “Querer aprender já é 50%. Os outros 50% são transpiração, repetição, treino, dedicação. “, diz, para os alunos. O mestre tem como sede sua cidade natal, Feira de Santana. De lá, ele saiu para participar de programas de emissoras de TV voltados para a dança, o que alavancou sua carreira de palestrante. Confira a entrevista completa! (Claudia Pedreira)

O professor Saulo Rangel dança forró na pracinha de Santa Bárbara com sua mulher, a digital influencer Laís Ponce

Claudia Pedreira – Como se interessou pela dança?
Saulo Rangel –
Meus pais me incentivavam a dançar com a minha irmã, no fim dos anos 80, quando a lambada estava no auge. Em 1997, surgiu um convite para fazer parte do primeiro grupo de dança de salão de Feira de Santana, e fazer aulas com o Professor Fábio Martins, recém chegado do Rio de Janeiro, a Salvador.

CP – Lembra como definiu que seria um professor da área?
SR –
Já entrei no grupo, em 1997, com o objetivo de aprender e ensinar às pessoas. Eu deixei um emprego numa farmácia e me dediquei ao estudo e ensino da dança de salão.

CP – Na sua visão, o que é necessário para ensinar?
SR
Formação apropriada, aperfeiçoamento contínuo, saber lidar com pessoas, inteligência emocional e muito amor pela dança.

CP – O que o aluno precisa para aprender?
SR –
Querer aprender já é 50%. Os outros 50% são transpiração, repetição, treino, dedicação.

CP – Destaque ações realizadas como mestre que te trazem emoção e/ou a certeza de ter escolhido a profissão certa.
SR –
Ouço cotidianamente testemunhos de vidas que foram impactadas pelas minhas aulas. Isso não tem preço! Pessoas que se livraram de doenças emocionais, que recuperaram a autoestima, que recuperaram a alegria de viver através da dança.

Com a atriz Juliana Paiva, ele participou do quadro Dança dos famosos, em 2014

CP – O que aprendeu com a fase de isolamento social e como reflete esta evolução em seus projetos?
SR –
Aprendi a me reinventar. Coloquei no meio digital as minhas videoaulas, que já comercializava em DVD. Impulsionei a minha carreira como palestrante e master coach também, que estava em segundo plano, antes da pandemia. Temos que nos reinventar!

CP – Como os alunos podem fazer aulas com você?
SR –
Através das videoaulas de diversos estilos que podem encontrar na bio do meu instagram @saulorangel.oficial e/ou, presencialmente, no Espaço Allegro, em Feira de Santana. WhatsApp 75 99133.5789.

CP – Comente sobre a concepção de projetos que realiza. Quando e como foi criado, trajetória e fase atual, durante a pandemia, com adaptações. Pelo olhar de mestre, destaque a importância da ação.
SR –
As aulas presenciais na Escola de Dança voltaram, com obrigatoriedade do uso de máscaras, álcool gel e aferição de temperatura. O projeto com a Terceira Idade, que completou 10 anos, em 2020, teve que ser adaptado pro online. Mantenho aulas com os alunos através de grupo de whatsApp. Foi a solução que encontrei para minimizar a falta que as aulas presenciais faz aos idosos.

CP – Quais são os seus planos próximos?
SR –
Pretendo seguir carreira acadêmica: Mestrado e doutorado em dança, na Ufba; e expandir cada dia mais o acesso das pessoas à arte de dançar. Pretendo retomar o Projeto Baile Andante também – que é um bloco de Dança de Salão na Micareta de Feira de Santana.

Saulo Rangel, nascido em 27 de outubro de 1980, em Feira de Santana – Bahia, graduado em Educação Física pela UEFS. Está na dança de salão desde 1997. Participou de muitos programas de TV, tais como: Dança dos Famosos, Rede Globo; Festival de Dança, Rede Record; Concurso Nacional de Lambada, SBT;
professor e jurado em congressos de dança, em todo o Brasil

Fotos e vídeo: Acervo pessoal e Divulgação/Globo

A coluna “Fala, mestre!” é voltada para quem atua como professor de modalidades relacionadas com a dança; com esportes; com práticas físicas relacionadas ao bem estar e ao entretenimento. A definição de mestre, aqui, não se relaciona, necessariamente, a título acadêmico

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