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Fala, mestre!

A coluna Fala, mestre! de março, Mês da Mulher, faz homenagem a um ícone do esporte baiano. Helena Nova, que participou do Mundial de Futebol da China, em 1991, também integrou a seleção brasileira de basquete, em 1973. Ela comemora 65 anos neste dia 2 de março e continua na ativa!

Quem não conhece este ícone baiano, filha de ícones baianos, deveria #partirconhecer. Afinal, Helena Nova se destacou em várias modalidades esportivas, participando de disputas importantes, não somente na Bahia, não somente no país, mas também no mundo. Ela conquistou prêmios em campeonatos estaduais de vôlei, basquete, handball e futebol feminino. Foi convocada para a seleção brasileira de basquete, em 1973, e compôs o time feminino que disputou o título mundial da China, em 1991. Hoje, Helena dá aulas no Instituto Pestalozzi. E, completando 65 anos neste 2 de março, continua na ativa, nas quadras da vida! Confira a entrevista completa! (Claudia Pedreira)

Claudia Pedreira – Como se interessou pela atividade física?
Helena Nova –
Venho de uma família de atletas. Meu avô, meu pai, meu tio foram jogadores de futebol. Meu pai jogou no Ipiranga, Galícia, Bahia, seleção baiana, e fez um jogo defendendo o Botafogo do Rio de Janeiro. Meu tio jogou no Vitória, Ipiranga, Flamengo. Foram jogadores bem-sucedidos. Como sou caçula e o meu irmão mais próximo gostava muito de futebol, a coisa fluiu. Quando entrei no ginásio, com 11 anos, comecei a fazer outros esportes: handball, vôlei e basquete. O basquete foi que mais gostei. Treinava muito e com 17 anos já estava na seleção brasileira. E hoje, com 65 anos, ainda jogo basquete master.

CP – Lembra como definiu que seria um profissional da área?
HN –
Acho que o DNA já gritava mais alto. Não poderia ter outra profissão, era o que eu amava, e sabia que poderia dar o meu melhor. Pensava muito em tirar jovens das ruas e das drogas e, com certeza, o esporte seria o melhor caminho.:

CP – Na sua visão, o que é necessário para ensinar alunos que buscam o condicionamento físico?
HN –
Olha, qualquer esporte, ele fazendo com determinação, ou até mesmo numa academia, ou caminhando ou correndo, ele vai se condicionar e ter uma saúde melhor. O indivíduo tem que ter um objetivo e fazê-lo da melhor forma possível. Não desista nunca, fazer do exercíci um momento de prazer, de alegria, como outros da vida cotidiana.

CP – O que o aluno precisa para aprender?
HN –
Ter determinação, objetivo, se cuidar, não ter vícios, dormir cedo, acordar cedo, se alimentar bem, ter uma rotina saudável.


CP – Destaque ações realizadas como mestre que te trazem emoção e/ou a certeza de ter escolhido a profissão certa.
HN –
São muitas emoções. Chegar ao fim do ano e ver os alunos felizes e condicionados, porque no ano teve um trabalho avançando, isso não tem preço.

O basquete, uma paixão antiga. A atleta retornou à quadra como master


CP – O que aprendeu com a fase de isolamento social e como reflete esta evolução em seus projetos?
HN –
Olha, eu estou trabalhando noadministrativo, desde o início da pandemia, mas os pais me procuram para trocarmos ideias e eu aconselho que continuem em casa, fazendo atividades, caminhadas, como subir escadas ou até ir até a praça próximo de casa. Claro, sem aglomeração.


CP – Como os alunos podem fazer aulas com você?
HN –
Atualmente só estou atuando no Pestalozzi, com autistas, neste meu projeto, no qual trabalho com pesquisa e com equipe também de professores. Eles estão voltando aos poucos agora, para as atividades físicas. Ainda não recomeçamos com os meninos e estamos atentos com as aulas, acho que só depois da vacina.

CP – Quais são os seus planos próximos?
HN –
Voltar às aulas de basquete, abraçar e beijar os alunos (mil), ajudá-los a se tornarem cidadãos do bem, respeitando e sendo respeitados por todos. E que eles tenham uma vida saudável e de bem com a vida.

Maria Helena Teixeira Nova é licenciada em Educação Física (Ucsal, 1982), pós-graduada em Metodologia da Educação Física (1983-1984). É funcionária pública aposentada em 2012. Trabalha, atualmente, para a Fundação José Silveira . Em sua formação, constam cursos de basquete, handball, deficiência intelectual, autismo.

2 comentários em “Fala, mestre!

  1. Um dia ainda rodo um documentário sobre sua história Tia! Um exemplo de ser humano! parabéns!

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