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A dança e a pandemia

No último domingo de 2020, fazemos um registro de como artistas, professores e realizadores reagiram à Pandemia de Corona Vírus. A jornalista Claudia Pedreira, editora do site agoramexe.com, publica um trabalho em vídeo, fruto de pesquisa em seu instagram @ondedancar

Depois das notícias iniciais sobre o Corona Vírus, os primeiros contágios acontecem no Brasil e na Bahia. Com o registro de casos de Covid-19 em Salvador, professores e realizadores de dança passam a cancelar aulas e eventos agendados. O primeiro evento cancelado divulgado no instagram @ondedancar foi o “Baile do Meio Dia”, que seria realizado por Jocélia Freire e por mim, em Salvador-Bahia, no dia 15 de março.

Baile do Meio Dia de março foi cancelado. Primeiro evento a reagir à Pandemia, no registro do @ondedancar

Do perfil editado por mim, reuni principalmente registros do @ondedancar dos meses de março e abril, que documentam a adaptação à cena de horror. Também são selecionados, de meses seguintes, momentos importantes da reação dos autores da dança, marcados pela busca de caminhos para a sobrevivência da arte. O resultado é um recorte, não tem pretensão de englobar todos os acontecimentos e ações de todos os artistas, professores e produtores, mas, sim, espelhar por exemplos.

Yves Lorrhan e Gisele Almeida formam um par à distância: ela, no Brasil e ele, na França

Praticante de danças, especialmente as danças de salão, estudante de licenciatura na Escola de Dança da Ufba, foco meu olhar sobre as dificuldades de manutenção de aulas e de festas do segmento. Um destaque do @ondedancar em meio à pandemia é a repostagem de um vídeo do @Keepinggupproject, em 1º de julho. No filme, um par dança salsa, unido por cordas, mantendo distância.

Como editora do instagram, escolhi fazer a repostagem propositalmente, como um exemplo ao meu público do que já se experimentava fora do país. Junto com o vídeo, visualizado mais de 300 vezes, inseri a pergunta aos seguidores: “O que acham da ideia?”. Algo que motivou respostas diversas, da negação à aprovação.

O professor André Uzeda, do Dance Baladi, foi um dos pioneiros na investigação de acessórios nas danças a dois

Com o passar do tempo, o @ondedancar repostou vídeos de profissionais da Bahia que passaram a investigar técnicas com acessórios como bambolê e cordas. O vídeo é finalizado por uma repostagem, de novembro, que mostra dois milongueiros dançando tango no Programa do Ratinho, utilizando bastões (abaixo). Uma história que continua…

Conhecimento no caminhar
Eu sou jornalista de cultura, dançarina, aluna da Escola de Dança da Ufba. Cursei licenciatura em História na Ucsal, por um ano. O vídeo reflete minha aptidão por áreas de conhecimento que pontuam minha trajetória e influenciam o meu modo de aprendência e minha perspectiva de professoralidade – um lugar situado entre a memória, o presente e o futuro. Por enriquecerem o meu caminhar, aqui agradeço a todos, todas e todes (sabia que usaria esta expressão de forma natural, depois da convivência com esta forma respeitosa de falar, especialmente na Escola de Dança da Ufba), que, estando presentes na dança, estiveram presentes no @ondedancar e neste vídeo da minha vida acadêmica: @bailedomeio @bachateasalvador @sembomundo @victorebiancatango @ballroom @cepesalvador @wilmateixeiraproducoes @cabrueirabrasil @studiolive2dance @victorebiancatango @dancebaladi @ballethelenapalma @abds_danca @ciadedancavleone @oficialadsc @rvdanca @escolacontemporaneadedanca @agnaldodancapersonalizada @todospeladanca@raul.caires e @daylimadance @casais_school_dance @profdribarreto @zaiagts @emysbellydancer @tatysportpoint @funceboficial @costaazulemcasa @alissongeorge @baileapratica @yves @arteem8 @sodancabrasil @peublackdj @ritmoslatinoscia @sptangofestival @dj_anbar @andreuzeda @btca.oficial @felipeabreuessencia @jolineandrade @fernandaguerreiroba @shakti_studioonline @ziriguidum_escoladedanca @campeloafrodance @projetosambabahia @jocelia.freire @grupodoisemum @ritacarneirodanca @marquinhoscopacabana e @jaimenevessantos @nandubarreto @angelacheirosa@maristelalins @dancaufba @ayrla_casais @keepingupproject @passoapassossa @danandradedancadesalao @alexmouraribeiro e @alexaxeloliver @bailedomeio e @dancosta_coreografo

Ficha Técnica do Vídeo

Autora: Claudia Pedreira*
Edição: Jana Beltrão
Áudios da abertura: OMS, Jornal Nacional, BATV Segunda Edição, Aratu Notícias … … … … … …
Este vídeo foi criado a partir de solicitação acadêmica: *Universidade Federal da Bahia Escola de Dança Componente: DANB37-T01-Tópicos especiais em dança – Formação de Professores Docente: Thiago Santos de Assis Discente: Claudia Soares Pedreira Semestre Suplementar: 2020 …
Provocação do docente: Como e por que venho sendo uma pessoa professora? A ideia é pensar quais as marcas subjetivas e imateriais que constituem o desejo da produção da diferença de si como uma pessoa professora. Para aquecer a criação deixo também uma citação aqui que nos leva a esse exercício: Vir a ser professor é uma escolha, uma diferença na história de um sujeito. Ser professor não é a prática de uma vocação. Não é uma mera habilidade desenvolvida. A professoralidade é a condição de proposição que um sujeito assume como diferença de si, uma escolha em ser agente de desinstalação do que está estabelecido e, ao mesmo tempo, suportar junto o terremoto, o resgate das vítimas e a construção de uma nova cidade […] a professoralidade traz a condição de ser, ao mesmo tempo, impulso e rede (PEREIRA, 2013, p.207).

Texto: Claudia Pedreira
Fotos e vídeos: Reprodução

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