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A hora da emoção

O atleta Ney Caires está perto de completar 40 anos como maratonista, tendo finalizado 133 provas ao longo da trajetória. Ele fala sobre a emoção de participar de corridas, ao redor do mundo, e celebra o Dia do Atleta, 21 de dezembro

O atleta Ney Cayres corre pelo planeta, participando de provas, como aconteceu no Fim do Mundo, Patagônia

Na primavera de 1982, corri a minha primeira maratona; no final, ao vencer os 42 quilômetros e cruzar a linha de chegada naquele fim de tarde quente e úmido, já quase noite, no Rio de Janeiro, vivi a mais forte emoção de minha vida de atleta amador. Uma emoção inesquecível, que marcou minha mente para sempre. 

É evidente que, antes disso, sentia uma mistura de prazer e emoção no final das corridas rústicas das quais participava desde a adolescência. 

Ser atleta amador, maratonista, ultramaratonista, até mesmo corredor eventual, é um estado de espírito. E a emoção adquirida a cada objetivo alcançado é que me leva a continuar, a manter, a preservar a minha vida de atleta, já no outono da vida.

Esta vida saudável, de disciplina,  de perseverança em prol de uma longevidade provável e um bem-estar inegável e prazeroso.

Confesso que, à beira de completar 40 anos de maratonista (e ter finalizado 133 maratonas ao redor do mundo), ainda sinto uma incontornável emoção quando atravesso a linha de chegada.

E, nesta Dia do Atleta, credito o amor ao esporte aos gregos, especialmente ao mito do soldado grego Fedípedes, o primeiro maratonista que se tem história. Pois é de prosa, história, mito e muito amor ao treino diário que se vive um atleta amador. E, principalmente, o atleta profissional. 

Considero que aquele que, diariamente, sai de seus afazeres, com muitas dificuldades, para  praticar o esporte amador ou profissional, merece reconhecimento e aplausos efusivos.  E aqui dou voz às palavras de Dean Karnazes, um dos maiores maratonistas de todos os tempos: “Ser campeão significava não desistir, por mais dura que fosse a situação e por pior que parecessem  as possibilidades. Se você  tivesse a coragem, a energia, a persistência para cruzar a linha de chegada, seria um campeão.” De qualquer maneira, acrescento.

Assim, no topo dessas dificuldades é que brota a emoção avassaladora. Quanto maior o desafio, mais intensa será a emoção ! 

Vivamos então de emoção neste dia !!

                    Feliz dia do atleta!!! 

*Texto de Ney Cayres, ultramaratonista, escritor e dentista
Fotos: Acervo Pessoal. Destaque: corrida em Roma

2 comentários em “A hora da emoção

  1. Leonor Vieira-Motta

    Ney Caires, parabéns campeão, aliás, duplamente campeão, nas corridas e nas escritas. Afinal, romances e maratonas seguem por linhas rumo ao horizonte. Grande abraço, Leonor Vieira-Motta.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Ney Caires

    Obrigado, Leonor. Como poeta, você conhece bem os traços, as paralelas…

    Curtido por 1 pessoa

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