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Nosso forró

Em 13 de dezembro, dia do nascimento do cantor, músico e compositor Luiz Gonzaga, é celebrado o Dia Nacional do Forró. Para marcar a data, o agoramexe.com convidou profissionais envolvidos com o ritmo brasileiro, para que contassem porque têm verdadeira paixão pelo forró

No dia 13 de dezembro de 1912, chegava ao mundo Luiz Gonzaga do Nascimento. Da cidade de Exu, Pernambuco, ele se tornou um ícone da cultura brasileira. Tanto, que nesta data é comemorado o Dia Nacional do Forró. Hoje, músicos e dançarinos honram o legado recebido do compositor popular, conhecido como o Rei do Baião. O baião, assim como o xaxado, o xote e outros ritmos tradicionais nordestinos, estão nas raízes do forró.

Para celebrar a data, o agoramexe.com convidou profissionais envolvidos com o ritmo brasileiro, para que contassem porque têm verdadeira paixão pelo forró. Leia os depoimentos e os veja em ação!

“Minha paixão pelo forró transcende meu espírito, eleva minha alma e me traz cura.Forró pra mim é tudo, minha vida, vida minha e por toda minha vida vai ser desse jeito.”

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Felipe Abreu (@felipeabreuessencia), professor de dança. No vídeo, Felipe dança com Mari Vilas

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“O forró faz parte da minha identidade, das minhas memórias desde a infância… Com ele eu posso me expressar através da dança, geralmente abraçando alguém por três ou quatro minutos.”

Marcos Afonso (@marcosaffonsodanca), professor da danças a dois – forró, tango, samba e salsa. Marcos Afonso dança com Amanda Gracina

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“Primeiramente, porque tenho um sangue nordestino correndo nas minhas veias, 11 anos que conheço este encanto e orgulho-me disso. Sinto uma alegria tamanha e chego a emocionar-me todas as vezes, quando escuto o som da zabumba e chega tocar o meu coração, o tinguelingue do triângulo acompanhado com o chiado da chinela das pessoas dançando no salão , o acordeom (sanfona) com as suas lindas melodias, nos levando a um lugar inimaginável e que nos faz recordar do saudoso Luiz Gonzaga, pois ele foi o responsável por nos apresentar e trazer para o mundo conhecer. Esta magia, este encanto que é o Forró Pé de Serra”

Isaias Zai (@isaiaszai), músico/dança/representações. Aluno/Monitor da Escola de Forró @chineleiros Particulino @cf.conexao Apoiador @forrosound. Isaias Zai dança com Marcia Milena

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“Eu nunca entendia porque a única festa do ano que me deixava animado era o são João, até que fiz a minha primeira aula de dança, então tudo começou a fazer sentido … no início era apenas um hobby que me completava algo para desopilar e logo se tornou uma paixão”

Denny Tavares (@siga_denytavares), professor de dança, @cdbcorpodebaile produtor @natadoforro. Denny Tavares dança com Carol Nascimento

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Recordar é viver

“A música sempre me atraiu. Eu sou um baiano, caçula de cinco irmãos, nascidos na Paraíba. E, quando eu era pequeno, meu pai trabalhava construindo estradas, pontes, e casas, pelo interior, de cidades do interior do país. Com isso, eu tive o privilégio de poder ir a algumas manifestações juninas. Desde pequeno, a música me chamava. E eu procurava me encostar nos músicos. Eu tive a oportunidade de chegar perto de vários sanfoneiros tocando, zabumbeiros, triagueiros. Minha vida foi regada também disso. Eu acho que é na infância que a gente aprende a conceituar , a ter contato com as coisas, com os elementos culturais. E, de alguma forma, os adultos que estavam comigo me passaram um bom conceito disso, de que aquilo que estava sendo tocado era bom. Reforçando a minha admiração, a minha atração por aquilo, isso ficou impregnado, em mim, não foi uma questão de escolha. Hoje eu vejo que sou grato por isso, mesmo não sabendo direito como aquilo aconteceu. E se hoje eu admiro, se eu gosto, é porque isso aconteceu. Isso, na minha infância. Porque, na minha adolescência, antes dos 15 anos, eu me lembro de me juntar com os amigos, e ir para as festas juninas no interior. Na época, nos anos 80, não existia ainda os grandes palcos. As pessoas faziam festas nas suas casas. Desde as mais abonadas, até as mais humildes. E geralmente, nestas festas, tinham os grupos, os trios – sanfona, triângulo e zabumba, além de uma mesa com a riqueza da culinária junina. A gente ia caminhando de uma casa para outra. Muitas vezes, em interior muito simples, não tinha nem energia elétrica. Mas tinha alegria e receptividade. A gente chegava perguntando: “O São João passou aí, minha ‘cumade’?”. As pessoas nem nos conheciam. Mas mandavam a gente entrar. E a gente comia, bebia e dançava! Dançava ao som da música junina. De forró”.
Marcos Pedreira, músico (@marcospedreiramusico) e psicólogo

Texto: Claudia Pedreira
Fotos: @lispedreirafotos, divulgação, reprodução, acervo Marcos Pedreira

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