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Pistas para dançar o inimaginável

Seminário acontece nos dias 19 e 20, quinta e sexta, numa realização do Grupo de Pesquisa Àgora: modos de ser em dança (Ufba/CNPQ). Interessados podem participar da sala ZOOM com o grupo de pesquisa

II Seminário de Pesquisa
Grupo de Pesquisa ÁGORA: modos de ser em dança (UFBA/CNPq)
PISTAS PARA DANÇAR O INIMAGINÁVEL

O Grupo de Pesquisa ÁGORA: modos de ser em dança, liderado pela Profa. Dra. Gilsamara Moura (PPGDança/PPGAC/PRODAN) e pela Profa. Dra. Márcia Mignac (PPGDança/PRODAN), destina-se a acolher pesquisas relacionadas à Arte, Cognição e Política sob o conceito da ágora, que significa reunião, assembleia, espaço público. Assim como uma pequena cidade dentro de uma grande, um sopro público, concebemos o grupo como uma estrela dentro de uma grande constelação.

O ÁGORA agrega artistas, pesquisadores, estudantes, pessoas ligadas à Cultura, comunidade em geral, contribuindo na formação acadêmica e ampliando pesquisas, processos e estudos em Dança, a fim de colaborar com o crescimento desta área de conhecimento.

Sendo um dos grupos de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Dança da Universidade Federal da Bahia, que possui o primeiro Doutorado em Dança do mundo numa instituição totalmente pública, nossa contribuição segue na direção de fomentar o intercâmbio entre pesquisadores e artistas de outras instituições com a nossa, assim como tem-se configurado nos últimos anos – Université Côte D’Azur (França), Instituto Superior de Belas Artes (Paraguai), Universidade Laica Eloy Alfaro (Equador), entre outras.

A proposição para este II Seminário, intitulado Pistas para dançar o inimaginável, acolhe signos, sinais, rastros, invenções e indícios do dançar em sua complexidade, ou seja, possibilidades e insistências de ação-pensamento indissociáveis,  com a tarefa de chamar atenção para o protagonismo do corpo.

Uma das pistas é a gira e a outra é a fabulação, sempre no plural – giras e fabulações. Giras como atos-agrupamentos de resistência e desequilíbrio, aquilo que pode desestabilizar, tirar da zona de conforto, proporcionar outros entendimentos. Fabulações como ações de inventar, re-inventar, substituindo o tom de verdade por uma aventura imaginária, porém materializada em corpos dançantes.

Nossas ações no II Seminário de Pesquisa são atravessadas pelas giras de fabulações (com palestrantes convidades) e pelas fabulações dançadas (com artistas-pesquisadores do grupo Ágora) e estão programadas da seguinte maneira:

Dia 19/11/2020 – quinta-feira
8h – abertura
8h30 – Gira de fabulações com convidado Nêgo Bispo – Confluências Quilombolas contra a colonização
10h – Gira de fabulações com convidada Helena Vieira – Corpo, memória e decolonialidade 
15h – Fabulações dançadas – Improvisando danças inimagináveis
16h30 – Gira de fabulações com convidada Helena Katz – O corpo nos tempos do medo
Dia 20/11/2020 – sexta-feira
10h – Gira de fabulações com convidado Samuel Vida – Universidade, Epistemicídio e Genocídio Negro e Indígena
14h – Gira de fabulações com convidado Clovis Britto – Musealização, colecionismos e corporeidades: fissuras na corpo-política do conhecimento   
16h30 – Fabulações dançadas – Dançar em contextos inimagináveis

As pessoas interessadas em estarem na sala ZOOM com o grupo de pesquisa, durante o horário previsto da palestra, por favor enviarem nome completo para o seguinte e-mail: agoragrupodepesquisa@gmail.com

Após cada encontro, disponibilizadas no canal do YouTube – https://bit.ly/2UlYET2

Mini-Bios

Nêgo Bispo

Antônio Bispo dos Santos, o Nêgo Bispo, é lavrador, formado por mestras e mestres de ofícios, morador do Quilombo Saco-Curtume, localizado no município de São João do Piauí. Ativista político e militante de grande expressão no movimento social quilombola e nos movimentos de luta pela terra, atua na Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Piauí (CECOQ/PI) e na Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). Faz parte da primeira geração da família de sua mãe que teve acesso à alfabetização.

Clovis Carvalho Britto

Pós-Doutor em Estudos Culturais no Programa Avançado de Cultura Contemporânea da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Doutor em Museologia pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT), Portugal, e Doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB). Mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e Mestre em Museologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professor Adjunto III da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília (UnB) no Curso de Museologia e no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação. Professor Permanente no Programa de Pós-Graduação em Museologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na área de Museologia (2020-2023). Integra os Grupos de Pesquisa Cultura, Memória e Desenvolvimento (UnB), Museologia, Patrimônio e Memória (UnB), História Regional: Manifestações Artísticas e Patrimônios Culturais (UEM) e Observatório da Museologia na Bahia (UFBA). Tem experiência na área de Ciências Sociais, com ênfase em Sociologia da Literatura, Sociologia da Religião e Antropologia dos Museus e Patrimônios, e em Museologia, com ênfase em Teoria Museológica. E-mail: clovisbritto@unb.br

Samuel Vida

Samuel Vida, Ogan de Xangô do Terreiro do Cobre, Advogado, Professor de Direito da UFBA, Coordenador do Programa Direito e Relações Raciais – PDRR – UFBA, Secretário-Executivo do AGANJU – Afro-Gabinete de Articulação Institucional e Jurídica. Mestre em Direito, Estado e Constituição – UnB. Doutorando em Direito, Estado e Constituição – UnB.

Helena Vieira

Helena Vieira é pesquisadora, transfeminista e escritora. Estudou Gestão de Políticas Públicas na USP. Foi colunista da Revista Fórum e contribuiu com diversos meios dê comunicação como o Huffpost Brasil, Revista Galileu ( matéria de capa sobre transexualidade), Cadernos Globo ( Corpo: Artigo Indefinido), Revista Cult e Blog Agora É que São Elas da Folha de São Paulo. Foi consultora na novela a Força do Querer da Rede Globo.  Recentemente, foi co-autora dos livros ” História do Movimento LGBT ” organizado por Renan Quinalha e James Green, ” Explosão Feminista” organizado por Heloísa Buarque de Holanda, ” Tem Saída? Ensaios Críticos sobre o Brasil”, organizado por Rosana Pinheiro Machado e ” Ninguém Solta a Mão de Ninguém: Um manifesto de resistência”, da editora Clarabóia. Dramaturga, fez parte do projeto premiado pela Focus Foundation na categoria  Artes Cenicas” Brazil Diversity”, em Londres, com a peça ” Ofélia, the fat transexual”. Desenvolveu junto ao Laboratório de Criação do Porto Iracema das Artes, pesquisa dramatúrgica entitulada ” Onde estavam as travestis durante a Ditadura? Atualmente é Assessora para a Cultura da Diversidade na Escola de Arte e Cultura  Porto Iracema das Artes no Ceará.

Helena Katz

Conjugando sua atuação no jornalismo cultural com atividades acadêmicas, é professora no Curso Comunicação das Artes do Corpo e no Programa em Comunicação e Semiótica, na PUC-SP, no qual concluiu o doutorado (1994), com a tese Um, Dois, Três. A Dança é o Pensamento do Corpo, publicada em 2005. Graduou-se em Filosofia na Faculdade de Filosofia e Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1971), e exerceu a função de crítica de dança, de 1977 a 2017, no jornalismo cultural impresso e na televisão. Coordena o Centro de Estudos em Dança-CED, que fundou em 1986, grupo de pesquisa certificado pelo CNPq. Pesquisadora, professora, crítica e palestrante nas áreas de Comunicação, Artes do Corpo e Políticas para a Cultura e as Artes, desenvolve, em parceria com a Profa. Dra. Christine Greiner, a Teoria Corpomídia, na qual realiza uma nova etapa, com o projeto de pesquisa “Corpo, comunicação, política e tecnologia: os novos hábitos cognitivos regulam as formas de vida”, iniciado em 2020.

Texto: Gilsamara Moura e Márcia Mignac

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