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Giro na Ufba

O pensador português Boaventura de Sousa Santos participou de uma live no canal do YouTube da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia, movimentando a cena artística com suas ideias

A Escola de Dança da Ufba realizou live com o intelectual Boaventura de Sousa Santos, nesta quarta-feira, 11, movimentando a cena acadêmica e o mundo da dança. O professor catedrático Jubilado da Universidade de Coimbra e Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin – Madison tratou do tema Corpos Conhecimentos no canal do YouTube da instituição.

“Muito bom dia para vós, pra mim é boa tarde, aqui em Portugal. Tenho feito muitas lives, porque, realmente, é uma das condições de comunicação do nosso tempo, nós temos mudado nossas formas de comunicação. Mas algumas tem um sabor especial”, iniciou ele, destacando a expectativa em relação ao evento.

Antes da fala de Boaventura, a abertura reuniu artistas representativos da diversidade cultural, emocionando os que acompanhavam tudo pela tela e pelo diálogo no chat. As performances foram reunidas como representações das “variações infinitas de dança”, como detalhou Lenira Peral, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Dança da Escola de Dança da Ufba e que convidou o intelectual para a live.  

“Estes corpos dizem tanta coisa, mais e melhor, talvez, que o próprio sociólogo”, enalteceu o português de Coimbra. Ele abordou a importância da presença, algo mais notável agora, em temos de isolamento social, de pandemia, e, com bom humor, citou o valor de tomar uma cerveja, uma caipirinha, com os amigos; destacou o valor do abraço.

“Nós não fazemos nada sem o corpo. Nós conhecemos o corpo, nós conhecemos sobre o corpo e o corpo conhece. E de repente é esta presença tão importante, tão onipresente”. Boaventura falou sobre a questão da fome no mundo, sobre o racismo, e sobre ideais de igualdade. Confira o vídeo, acima.

Participação – O evento contou com corponectivos em danças, programas de pós-graduação da Ufba, grupos de pesquisa, universidades federais e estaduais, faculdades de dança, escolas de danças, mestres populares, grupos de dança, povo tupinambá de Olivença-BA, estudantes indígenas do Povo Pataxó, professrxs da Educação Básica, e estudantes. O evento registrava, até o fechamento da matéria, perto de 2 mil visualizações.

A live ecoou em várias partes. Militante do movimento Luta Popular e editora da Revista Amazonas, Helena Silvestre comentou: “Que atividade tão bonita! Celebro todos estes corpos e também essa fala de Boaventura, sempre inspirador a atiçar a nossa alma.”

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