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O maior inimigo do bom é o ótimo!

Começo essa reflexão te perguntando: Que idade você teria, se não soubesse a idade que tem?

Bem, sou e sempre fui praticante de esportes radicais, como skate, ciclismo MTB, surf de prancha, handsurf, canoagem de corredeiras, dentre outros.  Mas um deles, a canoagem nas ondas, ou surf de caiaque, me levou a outro nível. Durante anos, pratiquei em alto rendimento, competitivamente, o surf de caiaque. Venci, e também perdi, várias competições dessa modalidade, mas sempre em destaque na prática, devido ao perigo constante, e a plasticidade visual do caiaque, por seu tamanho avantajado em relação a uma prancha de surf, por exemplo, chamando bastante atenção nas ondas.

O jovem Vaidoso, Invencível, Super Star das ondas que habitava em mim, quando mais moço, me fazia crer que aquele desempenho seria eterno, eu sempre seria jovem e vencedor, as fraturas se curariam com rapidez, minhas articulações seriam invioláveis, meu pulmão causaria um furacão, meus músculos potentes nunca romperiam, meu coração, sempre movido por energia solar, jamais ficaria cansado. Meu nome era EGO!

Quantos de vocês, hoje com 40, 50 anos, quando mais jovens, não foram também dominados por esse ser, o EGO?

O tempo passou, as lesões começaram a demorar bem mais para sarar. O pulmão já não causa nem uma brisa forte, o coração já não quer acompanhar a emoção e os desejos adrenérgicos  eram meus 33 anos.  Aceitei, pois sempre ouvi dizer que, nessa idade, atletas de alto rendimento já não tinham chance de vencer, e os fatos mostravam a realidade. Percebi que tinha ficado velho, pois já não conseguia realizar minhas proezas sem um custo elevado de lesões. Já não era Super. E fui arranjando desculpas pra ir parando os esportes, vitimizado por meu EGO, que exigia de mim, nada menos que o ÓTIMO.

Passei, então, a compensar a perda por ser velho no trabalho, buscando constantes evoluções na área, deixando todos os minutos do meu dia dedicados à carreira. Deixei de viver as aventuras, por estar velho, e, então, quando já tinha passado dos 40, encontro um velho parceiro de esporte, bem mais velho que eu, ainda praticando alegremente o surf. Em um diálogo furtivo entre nós, ele então me questiona sobre o motivo que me levou a parar totalmente a prática de esportes de ação. E eu, ainda vitimizado por meu EGO, respondo que se não posso voltar em alto rendimento, de ser sempre o ÓTIMO, pra que iria praticar? No final desse diálogo, ele então me diz que espera poder me ver um dia, pelo menos, me divertindo com a prática de esportes de ação, e me deixa com uma última afirmação:

O MAIOR INIMIGO DO BOM, É O ÓTIMO.

Naquele momento, meu EGO se despediu de mim, e percebi que, em qualquer idade, se pode e se deve praticar esportes, sejam eles quais forem, e sermos ÓTIMOS sendo apenas BONS, transmitindo nossas experiencias aos mais jovens, torcendo por suas evoluções e conquistas, sendo jovens em qualquer idade.

Não deixe sua idade cronológica determinar suas emoções e ações, esqueça sua idade na célula de identificação pessoal, pois o tempo jamais te cobrará perfeição, e sim, emoção!

Espero morrer bem jovem. De preferência, bem depois dos 100 anos!

ÍconetextoCâmera @daltonvinhaes

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