Sala de Visita

“Ninguém deveria passar pela vida sem dançar”

De repente, a dança. Aquele desafio que instiga, encoraja, absorve, encanta. Uma experiência lúdica, à primeira vista improvável para quem não cresceu no meio dela. Mas que se torna possível à medida que vamos desembaraçando os “descompassos” com a ajuda dos instrutores dançarinos. O bom é que eles dão logo o alento: “Todo mundo começa do começo” (risos). É né, cavalheiros? É com esse incentivo que a timidez de calouro se lança no salão, sem medo dos desacertos dos primeiros passos. E quando menos se espera, estamos conectados de corpo e alma no compasso da música, motivados pela felicidade que a dança é capaz de causar. Sim, porque dançar é um estado de alegria.

A graça da dança, para mim, está justamente na entrega despretensiosa, sem qualquer aspiração outra, senão viver aquele instante brincante. E foi com este espírito que passei a fazer aulas na ABDS (Academia Bahiana de Dança Salão), incentivada pela amiga-irmã-dançarina-jornalista-talentosa Claudia Pedreira, mentora do site “Agora Mexe” e dona de um senhor currículo profissional. Com o mestre Pedro França; os professores Davi Barreto, Dan Costa e Mariana Lisboa; e os trigêmos-instrutores Luan, Mateus e Rafael, entre outros amigos queridos, tive a oportunidade de dar os primeiros passos na Dança de Salão. Senti na pele o que tanto ouvia falar: a dança é um instrumento transformador de vida. Porque dançar, além de divertido, promove benefícios físicos, psicológicos, sociais…

Como aprender a andar de bicicleta, o domínio da dança vem com a prática. Mas, mesmo com a pouca experiência, posso garantir que bastam algumas semanas de treino para já nos sentirmos livre e leves naquele ambiente movido pela cadência do ritmo, da harmonia, do cavalheirismo. A propósito, por uma tradição na dança, a dama é, invariavelmente, conduzida pelo cavalheiro. Nas aulas, ficava com a tendência a questionar o porquê dessa particularidade. Mas logo compreendi, a partir do seguinte olhar: o cavaleiro conduz, mas não comanda. Até porque a sintonia da dança é uma direção de mão dupla, cada um com seu jeito de expressar a dança em seu corpo.

Não importa o grupo etário, o gênero ou qualquer outra delimitação: dançar é romper barreiras e preconceitos incrustados em uma sociedade mais preocupada em ter do que ser. Dançar é gostar de si, é fazer poesia com o corpo, é amar a vida. Dançar inspira alegria e renova os ciclos da existência. Dançar mesmo sem a segurança dos pés de valsa. Resumindo, escrevi este texto a pedido de Cláudia Pedreira, mas sem saber ao certo o que falar sobre um tema que não domino. Fica, então, o relato pessoal de uma vivência feliz com a dança. Talvez, o que eu queira mesmo dizer é que ninguém deveria passar pela vida sem viver a experiência de dançar. No momento, estou em recesso. Mas vou voltar. A dança está latente em mim, esperando só um adequar do (meu) tempo.

Claudia Lessa
Claudia Lessa
Jornalista e eterna aprendiz

 

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